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quarta-feira, 27 de outubro de 2021

O que é uma crônica?

 

Mas o que é realmente uma crônica?

Essa pergunta nasceu, adormeceu e acordou em mim. 

Foi assim que aconteceu...

Conversando com outra psicóloga, ela me disse que escrevia crônicas sobre pessoas que passavam por sua vida. Achei a ideia fascinante naquele momento. E comecei a matutar sobre o que significaria a palavra “crônica” realmente.

Mas, ao mesmo tempo, meio que achei também que aquilo não era para mim. Daí, nada fiz.

Até que experienciei um encontro muito muito intenso e potente. E deu aquela vontade de escrever sobre o ocorrido. Então me lembrei daquela conversa, meses depois. E resolvi escrever.

Primeiro escrevi. Depois fui buscar compreender melhor do que se trata uma crônica.

 

Compartilho com vocês o que descobri sobre a definição de “crônica”.

 

A crônica é um gênero literário muito popular nos séculos XX e XXI. Os temas comumente versam sobre o cotidiano, coisas banais ou acontecimentos inusitados. De preferência, a linguagem utilizada é coloquial, leve e acessível. Frequentemente, apresenta um tom humorístico ou poético. Caracterizam-se por textos curtos e descontraídos, os quais poucas personagens protagonizam. [1] [2]

Existem muitos tipos de crônicas, para quem quiser se aprofundar no assunto. Mas aqui não me interessam esses desdobramentos.

Não tem uma fórmula, além destes pontos acima, que fornecem somente uma direção para a escrita.

Contudo, ajuda muito ser uma boa observadora / um bom observador do próprio cotidiano. E não precisa ser aquele cotidiano emocionante, como um dia de trabalho de um super-herói de quadrinhos. Nosso cotidiano está cheio de coisas interessantes, que renderiam uma boa crônica. 

 

No próximo post, compartilho com vocês uma de minhas primeiras crônicas.

Pretendo fazer uma série delas.

Ainda compreendo que cabe muito material nesta Caixa de Ativação.


Por fim, deixo um desejo de leitura, de um dos maiores escritores brasileiros:



Fontes:

[1] https://ead.pucpr.br/blog/o-que-e-cronica

[2] https://educacao.uol.com.br/disciplinas/portugues/cronica-genero-entre-jornalismo-e-literatura.htm

domingo, 1 de novembro de 2020

Troche, Gervasio Troche

!TROCHE!

 O artista que me abriu caminhos para a construção dos slides na defesa de Mestrado... Devo isso a ele.

Incrível como ele parece ter resposta para tudo nessa vida.

O artista Gervasio Troche nasceu em 28 de novembro de 1976, em Avellaneda (Argentina), mas possui nacionalidade uruguaia. Sua infância se passou na Argentina, México e França. Estudou na Escola Nacional de Belas Artes de Montevidéu.

Ele esteve no Brasil em mais de uma ocasião. Participou de atividades no SESC, em palestra e e ministrando um curso. No SESC Ipiranga, pintou um mural de 27 metros de comprimento e 3,15 metros de altura, com a obra Tecendo o Universo, publicada pela primeira vez em 2009. Saiba mais sobre o processo clicando aqui

Sua obra é extremamente cativante pela simplicidade, elegância e profundidade. Tudo em preto e branco.

É como se qualquer coisa que você queira expressar, ele já tivesse produzido uma imagem que representa perfeitamente aquilo.

Processos, sentimentos, intenções, ideações, desejos, provocações... Pistas!

Seguem três imagens de Troche que utilizei, representando um longo processo, muito pessoal e especial, de (des)aprendizagem:


 

Na minha Caleidoscópio: Caixa de Ativação, incorporei uma de suas figuras, fazendo um pequeno quadrinho de papel verge colado à papel cartão, para circular, provocar e coletar impressões espontâneas. Ficou assim:



Algumas ideias evocadas pela obra foram: uma viagem para dentro de si, olhar para dentro de si, mergulho interior, autoconhecimento. Foi um ótimo disparador para dialogar sobre formação / des-formação no contexto da Educação em Saúde.

Apesar de muito de sua obra estar disponível na internet, não resisti e comprei dois de seus livros na Festa do Livro da USP de 2019:


Explore mais sobre a vida e a obra de Troche em um clique:

Blog do Troche <3 

Compre os livros de Troche aqui 

Siga Troche no Instagram 

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domingo, 18 de outubro de 2020

Leia & Leve

Há tempos não escrevo por aqui... Faz parte!

Aprendi com minha experiência pessoal que Educação Permanente em Saúde é basicamente 

INS

        PIRA

                   AÇÃO e DESEJO.


Se não me sentir inspirada e movida por algo "a mais", prefiro não realizar. E se não realizo, não compartilho.

Do quê se trata esse retorno, então?

De poesia. E mulheres.

O Outubro Rosa chegou e ainda enfrentamos uma pandemia (ainda que algumas pessoas tenham se esquecido disso!).

As equipes de Núcleo Ampliado de Saúde da Família (NASF) foram chamadas para apoiar a campanha do Outubro Rosa.

Há muito o que conversar com mulheres. Mas agora não podemos aglomerar as usuárias. E também devemos manter o fluxo das unidades leve e ágil.

O que poderia "parar" essas mulheres, com delicadeza e profundidade?, fiquei me perguntando.

Se fala muito de doenças nessas datas. E tem muita gente competente já fazendo isso. Então, quis contribuir com algo diferente.

Para isso, reativei a ideia do varal, como essa atividade que documentei aqui https://caleidoscopioativar.blogspot.com/2020/07/minha-musica-meus-versos.html

Porém, com poesias feitas por mulheres, exclusivamente. 

Fui coletando poesias... em minhas anotações, na minha Caixa de Ativação ( ver mais aqui https://caleidoscopioativar.blogspot.com/2019/10/bem-vindx-gostaria-que-voce-tirasse-um.html ) e outras mulheres contribuíram generosamente. 

Nesses momentos, o apelo visual importa. E também conta minha vontade em fazer tudo muito caprichado e lidar com materiais de papelaria diversos.

Cada poesia ganhou vida em papel sulfite colorido, impressas em letras de diferentes fontes. Para dar mais firmeza, cada uma foi colada em papel cartão ou cartolina e arrematei com fita de cetim. Seguem os passos do processo...

 

A ideia que fui desenhando era que, para além de ler as poesias no varal, as mulheres pudessem levá-las consigo.

Daí a inspiração para o título da atividade: Leia & Leve.

Prendi cada poesia em barbante, usando durex, deixando bem frouxo, para ficar fácil a retirada. Ficou assim:

 

Na unidade de Saúde da Família, a instalação ficou do lado de fora do prédio, para facilitar a interação das mulheres com as poesias, sem prejudicar o fluxo de atendimento.


Com essa proposta, também ficou mais fácil abordar as mulheres e conversar sobre o conteúdo das poesias que lhe despertavam interesse.

A instalação foi enfeitada com borboletas de feltro e representações de mamas e úteros produzidos com E.V.A., contribuições da equipe de Saúde da Família. 💓

 

quarta-feira, 24 de junho de 2020

Do soutien à máscara





Essa foto foi tirada em meu trajeto casa-trabalho-trabalho-casa.

Os objetos estavam exatamente assim.

Olhei, mirei e passei reto. 
Mas inquietei-me! Por que tinham que estar ali? Lado a lado... Como se colocados?

Decidi tirar uma foto. Demorei a conseguir um bom ângulo, pois o sol ardia forte demais.

E nessa de procurar um ângulo, minha imaginação se ativava cada vez mais. 

Claro que pensei no problema do lixo espalhado na calçada. O desperdício, o desrespeito, a poluição, a contaminação... Mas foi impossível não pensar numa mulher, que talvez tivesse tirado e atirado o soutien. Liberta do soutien, com os seios soltos, saltitantes, andando por aí. 

Transgredindo. (1)

Por que ela tirou a máscara ou o soutien? 

O que ela tirou primeiro?


Quem é essa mulher, meudeus? Cadê ela?

Ela estava saindo de casa ou retornando para casa quando se livrou das peças?


Inspirada nas provocações contidas no texto (2) de Bruno Latour (3), essa imagem me remeteu a duas interrogações...

 

✔ O que deixamos de fazer na pandemia que não nos faz a menor falta?


✔ O que a pandemia nos impôs que não desejamos mais em nossas vidas?


Essa mulher imaginária, ainda em meio à pandemia, já decidiu o que deixar para trás!


Do soutien à máscara, estamos querendo nos livrar do quê?





Cai o muro do cemitério

Ou Crônica de uma segunda-feira chuvosa   Segunda-feira cinzenta e chuvosa. Umidade. Fazia um pouco de frio. No WhatsApp, estava l...