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quarta-feira, 10 de maio de 2023

Mês da Mulher: histórias que inspiram

Não tem jeito, mês de março, todo ano, pede ações / intervenções / invenções centradas nas mulheres.

E a escolha deste ano foi por valorizar a história das nossas mulheres, as trabalhadoras da unidade e as usuárias atendidas.

Pedimos que as mulheres compartilhassem pequenos trechos de sua vida, o que desejassem. Ou também que escrevessem um pouco sobre curiosidades que gostariam que as outras soubessem sobre si. Não havia necessidade de se identificar. 

Da ideia singela de utilizar papeis coloridos e/ou enfeitados, desembocamos na caprichosa sugestão de "papel de carta", proposta por uma das integrantes que efetiva o grupo.

As narrativas foram sendo escritas, coletadas e expostas em mural / varal. No dia do encontro, lemos cada contribuição e dialogamos sobre as pequenas e grandes revelações ali registradas.

 

 

Cada história individual se tornava coletiva ao ser lida, pois os pontos de identificação eram muitos. 

Circular a palavra entre mulheres também tem uma beleza muito particular, ainda mais no contexto da saúde, da saúde pública em especial.

 

terça-feira, 25 de abril de 2023

Saúde Mental, Direito à Cidade, Lazer: como se conversam?

Para onde vamos?

A partir de um encontro dialogado sobre promoção de saúde mental, surgiram respostas, por parte do público participante, nos campos do "sair de casa", "passeios", "ocupar espaços públicos", "aproveitar a gratuidade do transporte público", "visitar família e amigos" como estratégias de autocuidado.

A partir desta premissa sobre o CIRCULAR, ANDAR, OCUPAR, fiquei pensando numa próxima atividade.

Ocupação da Cidade, foi o que me ocorreu.

Em parte, me lancei ao passado, lembrando deste POST. Inspiração para a atividade e um momento de EPS com equipes apoiadas também. Por outro lado, me lancei em nova ideia.

Mapear a cidade. Mapear oportunidades. Mapear vontades.

Lançado o convite via redes sociais... Agora era pensar o que seria o disparador do encontro.

Esse card foi elaborado e criado por uma talentosa pessoa da equipe, que faz parte da equipe que efetiva o grupo.

 


Fizemos uma brevíssima apresentação visual enfocando o direito ao lazer, à livre circulação na cidade, conforme garantido na Constituição Federal e também os benefícios destas atividades.

Com o apoio do Google Maps, fomos assinalando no mapa da cidade pontos turísticos, históricos, culturais. As marcações eram permeadas pelas lembranças e afetos dos presentes, cujos locais evocados também eram demarcados no mapa. 


 

Após quase uma hora de diálogo em grupo, produzimos um mapa repleto de marcadores de variados tipos, mas a maioria era relacionada a momentos especiais que marcaram os participantes.

Conversamos sobre o acesso a eles e na possibilidade de passeios em grupos, a partir da unidade, a alguns deles, para revisitar ou conhecer pela primeira vez.

 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

Plante sua ideia para 2023 - Janeiro Branco

Pensando aqui na primeira linha para este post... Por onde começar?

Começo expondo a ideia de que o "Janeiro Branco" não é uma unanimidade. Na verdade, é bem polêmico.

 


 

Então faço questão de demarcar minha posição e o que me moveu como guia na elaboração desta atividade.

Reconheço e concordo com muitas das críticas suscitadas em torno do Janeiro Branco. Deixo dois indicativos de discussões e reflexões, as quais considero relevantes e bem embasadas [1].

Diante disso, impossível não iniciar a elaboração da proposta com algumas ressalvas.

Ainda que pesem muitas críticas, não deixa de ser uma data validada pelo calendário do Ministério da Saúde [2] e, portanto, com bastante adesão das equipes de saúde do SUS. Vamos lembrar que há uma grande ênfase na proposta de campanhas com mês / cor / doença (ou questão de saúde), que gera adesão e certo alcance junto ao público em geral.

Querendo ou não, o Janeiro Branco, o Setembro Amarelo, o Outubro Rosa, o Novembro Azul estão incorporados ao vocabulário de profissionais de saúde e população.

Então como tirar vantagem disso? Aderindo até certo ponto à ideia, mas aproveitando para, ao mesmo tempo, colocá-la em questionamento, junto a trabalhadores e à população. Especialmente, desafiando a ideia de saúde mental como algo de responsabilidade individual e desconectado das condições reais de vida.

 ******

Do que fiz...

Utilizei a expressão Janeiro Branco, mas acrescentei uma frase publicizada pelo Conselho Federal de Psicologia, agora em 2023 mesmo: "saúde mental de janeiro a janeiro" [3].

Dividi a proposta em dois eixos: breve ação de EPS junto às equipes apoiadas, em reunião de equipe, e grupo voltado à população e equipes também.

Para EPS, me utilizei de materiais do site oficial da campanha Janeiro Branco [4], para abordar as origens e intencionalidades da data, mas acrescentando reflexões para além dos slogans e frases de efeito.

 


 

Foi mais uma conversa mesmo, na qual falamos da campanha em si e das ponderações e críticas que circulam por aí quanto à proposta.

Surgiram questionamentos sobre a diferença entre Janeiro Branco e Setembro Amarelo.

 

Para a ação terapêutica em si... 

Já que o subtítulo foi "saúde mental de janeiro a janeiro", fiquei pensando em como demarcar a ideia "do ano todo".

Daí veio a inspiração do semear e colher, do plantar, de uma árvore.

E surgiu a ideia de uma árvore cujas folhas serviriam para expressar ideias, desejos, expectativas para todo 2023. Era também um modo de coletar pistas sobre o que move as pessoas ali, população e trabalhadores da unidade.

Essa execução linda da ideia, que aparece a seguir, foi obra(-prima) de uma das trabalhadoras que se envolveu na proposta do grupo.



Esse foi o card de divulgação, para convidar a população.




Sobre o público que compareceu, cabe dizer que se misturaram três territórios diferentes: o da própria unidade e de mais duas unidades adjacentes.

Essa ação foi elaborada em diálogo com a equipe de SF apoiada, envolvendo especialmente Agentes Comunitárias de Saúde. Parceria potente e repleta de afeto, que não pode ficar sem destaque.

Aliás, esse foi um dos pontos altos em propor e executar este encontro: as valiosas contribuições das eSF envolvidas.

O encontro em si se iniciou com a abordagem sobre o que é a campanha do Janeiro Branco. Uma mulher logo identificou com o Outubro Rosa. Enfatizamos a importância da saúde mental ser tema durante o ano todo.

Fizemos a leitura das "folhas" da árvore, colocando em debate o que seria "cuidar da saúde mental", para além de medicações e outros tratamentos, como a psicoterapia.

Em seguida, exibi um vídeo curto, chamado Na Travessia do Vazio [5]. Um desenho, na verdade.

Apesar de ter sido criado em fase mais aguda da pandemia, enfocando o sofrimento inerente ao isolamento social, o vídeo pode ser tranquilamente extrapolado para além. Até porque o isolamento social não foi "inventado" com a pandemia, se tratando de fenômeno bem mais extenso e antigo.

Importante ressaltar que o vídeo conta com poucas palavras escritas, apostando mais nos movimentos do personagem principal e efeitos sonoros. Achei importante porque costumamos ter neste público pessoas com pouco ou nenhum domínio de leitura e escrita. E não podemos deixar ninguém de fora...

As palavras escritas que aparecem identificam sentimentos associados ao isolamento social, propiciando um ótimo mote para conversa com o grupo.

A partir daí, o encontro foi em torno de diálogos, onde as presentes (quase todas mulheres, como esperado) expuseram sentimentos, preocupações, ocupações, problemas cotidianos, conflitos familiares, mas também compartilharam os modos que constroem para enfrentamento dessas adversidades.

Alguns relatos foram bem pessoais e com doses intensas de afetos, causando certa comoção no grupo.

Não deixou de surgir o movimento natural em que uma mulher apoiou a outra, dando ideias para fortalecê-la. 

 

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[1] Posicionamento do CFP 

 Precisamos falar sobre "Janeiro Branco"

[2] Calendário da Saúde (Ministério da Saúde)

[3] saúde mental de janeiro a janeiro - nota CFP

[4] site oficial Janeiro Branco

sábado, 14 de janeiro de 2023

Saúde Mental e festas de final de ano

Há muito tempo se discute o impacto negativo que as festas de final de ano podem gerar na saúde mental das pessoas.

Nestes tempos de pandemia, o tema se tornou ainda mais presente, intensificado pela vivência de incontáveis restrições e perdas, das mais diversas ordens.

No mês de dezembro/2022, participei dos Encontros do Podcast Conexão Cuidado - LICHSS, proporcionados pelo Projeto de Extensão Saúde mental e cuidados: aspectos socioculturais, éticos e políticos, da UNIFESP campus Baixada Santista. O último encontro abordou “a importância e implicações das festividades de fim de ano para a saúde mental”.

Deste momento, que foi de discussões muito ricas, surgiu a ideia do encontro, que se tornou o mote deste post.

Este encontro, de partilhas muito ricas, me inspirou a propor um encontro, realizado dias antes das comemorações do Natal. A ideia era convidar usuários e trabalhadores de uma unidade de saúde da família da qual sou apoiadora para um momento de acolhimento e reflexões sobre sentimentos suscitados nesta época do ano.

 


 

No dia marcado, o tempo sofreu uma mudança brusca, com chuvas torrenciais, alagamentos e queda de temperatura. Para quem trabalha em territórios de acesso mais difícil, como eu que trabalho em região de morros, isso significa que o índice de absenteísmo dos usuários será enorme naquele período ou durante todo o dia.

Mas isso não arrefeceu os preparativos. E assim nos preparamos para receber os usuários que se juntassem a nós, trabalhadores.



O encontro aconteceu envolvendo uma usuária e nove trabalhadoras, de diferentes categorias, de nível técnico e superior.

Comecei pedindo que os presentes partilhassem (o quanto quisessem) de seus planos para as festividades de final de ano. A intenção era ir mostrando que cada um tem seu jeito muito singular de sentir, de encarar e de planejar seu momento de final de ano.

Os relatos foram mostrando diferentes planos, que foram desde festejar intensamente até comer e dormir cedo, passando por atividades de natureza religiosa e também trabalhar.

A pandemia não deixou de dar as caras. Quase todos declararam que tradições familiares foram alteradas ou totalmente extintas por conta dela.

Um relato foi particularmente tocante, porque a participante expôs os abalos sofridos em sua saúde, após contrair covid-19 em duas ocasiões no mesmo ano.

Todos ali tinham planos e não surgiu nenhuma situação explicitada de desamparo ou solidão... O que me fez pensar: será que uma pessoa realmente angustiada, desesperançada nesta época do ano, apareceria ali? Teria coragem de se expor diante dos outros?

E daí fui lembrando que era também relevante (e muito) espalhar a mensagem, provocar a reflexão, discutir estratégias. Afinal, estávamos entre trabalhadores da saúde...

 

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O que me inspirou na elaboração da proposta:

Laboratório Interdisciplinar Ciências Humanas Sociais e Saúde - LICHSS

LICHSS no Instagram

Podcast Conexão Cuidado - LICHSS - episódio 12


Maria Homem: Natal e solidão - Por que as datas festivas são depressivas?

Minuto Saúde Mental #44: As festas de final de ano exigem atenção especial com a nossa saúde mental 

 

 

sábado, 21 de maio de 2022

Roda de Conversa em Saúde Mental do Trabalhador

O mês de MAIO é marcado por duas datas importantes e bastante mobilizadoras: o Dia do Trabalhador e o Dia Nacional da Luta Antimanicomial.

Tendo como mote a Saúde Mental do Trabalhador, a pedido de uma das equipes de Saúde da Família apoiadas, comecei a pensar em uma atividade.

Este tema nunca perde a atualidade e, nos últimos tempos, vem ganhando mais e mais destaque.

Neste período de pandemia, muito conhecimento foi produzido e divulgado quanto à saúde mental do trabalhador da saúde, especificamente.

Se antes, já era preocupante o processo de reestruturação produtiva e seus efeitos, as políticas que intensificam a rotina de trabalho, agora soma-se a isso uma sobrecarga (im)previsível para os trabalhadores de saúde.

Propor uma atividade neste tema poderia ir em múltiplas direções. A oferta de ações de cuidado direto ao trabalhador podem ser muito interessantes e benéficas, talvez por isso sejam as mais aplicadas.

Mas não queria fazer nada tão óbvio!

E também queria desconstruir um pouco a ideia de que cabe ao trabalhador, individualmente, se cuidar e "obter / preservar sua saúde mental". Como se fosse apenas isso. Uma escolha pessoal.

Interessava apresentar uma outra leitura, uma outra ótica sobre o tema. Desencadeando outras reflexões, talvez.

Falar com os pares pode ser um desafio, que se apresenta sob diferentes formas e tamanhos. Então, todo preparo não é demais...

Mergulhei em uma busca de material. Pesquisei e li muito, do jeito que eu gosto 💗. Porque é também o meu momento de (des)formação.

Nesta imersão, me deparei com um documento chamado Protocolo de Atenção à Saúde Mental e Trabalho

 


 

Publicado em 2014, envolveu uma parceria entre Secretaria da Saúde do Estado da Bahia, Superintendência de Vigilância e Proteção da Saúde, Diretoria de Vigilância e Atenção à Saúde do Trabalhador e Centro Estadual de Referência em Saúde do Trabalhador.

Essa publicação é reconhecida em artigos como uma iniciativa pioneira para tratar do tema da "Vigilância em Saúde Mental Relacionada ao Trabalho".

"Este Protocolo constitui-se em uma importante ferramenta para o diagnóstico e manejo das principais situações de adoecimento e transtornos mentais relacionados ao trabalho no âmbito da Rede Estadual de Atenção à Saúde do Trabalhador na Bahia (Renast-BA)." (trecho à p. 10)

Ela abarca orientações para a identificação, acolhimento e acompanhamento e notificação de casos, além de descrever ações de Vigilância em Saúde do SUS.

Diante de um material tão completo, se faz necessário um recorte, para tornar a atividade viável.

Na Introdução, à p. 12, se inicia uma interessante discussão sobre o trabalho nos tempos atuais, suas características e consequências para a saúde do trabalhador.  

Selecionei alguns parágrafos da Introdução, que foram transferidos para uma folha de sulfite, em formato de panfleto. A ideia era que cada trabalhador tivesse o material em mãos, para uma leitura conjunta.

 


 

O material foi utilizado em duas ocasiões, com equipes de Saúde da Família, em diferentes territórios.

Ainda acrescentei na última parte do panfleto dicas de vídeos do YouTube para relaxamento e, na segunda ocasião, optei por colocar os contatos de serviços da rede da Secretaria Municipal de Saúde que atendem os trabalhadores.

As conversas renderam bons momentos. É sempre muito bom quando podemos dialogar e refletir coletivamente sobre o próprio trabalho, em sua dimensão individual (porque não o vivenciamos de modo uniforme) e em sua dimensão grupal.

É notório que faltam ao trabalhador tempo e espaço para vivenciar momentos como este. O que pode surgir, espontaneamente, nos surpreende. E também nos toca profundamente. 

Não subestime o que seus colegas carregam silenciosamente...


sábado, 9 de abril de 2022

Jamboard: a lousa digital

O Jamboard, da Google, é definido como "quadro branco digital e interativo", pela própria corporação. Não se trata de uma novidade exatamente, visto que foi lançado em 2016.

Esse recurso faz parte das contas do Gmail, bastando portanto ter uma conta e acessá-lo. 

Você pode atribuir um título ao quadro e encaminhar um convite, no formato de link, para edição colaborativa.

É possível fazer uma edição mais clean e certinha como essa:

 

 
Ou algo mais espontâneo, misturando diferentes recursos do Jamboard...


 
 
É possível fazer o download da lousa, como fiz acima, salvar e compartilhar como você desejar.

Nestes tempos de ensino remoto, essa ferramenta se mostra uma opção "bem boa": lúdica, acessível, interativa, gratuita.

Minha experiência usando o Jamboard foi em uma aula que juntou alunos de duas instituições diferentes, que residiam em diferentes municípios. Mesmo assim, foi possível ter esse momento de interação e construção coletiva, reunindo impressões dos alunos sobre uma temática específica lançada naquela aula.

Importante: é possível utilizar a partir do aparelho de celular!
 

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Para saber mais:

Google Jamboard: aprenda como usar na sala de aula

O que é e como usar o Jamboard no celular

Google Jamboard: o quadro interativo para a sua sala de aula 

terça-feira, 5 de abril de 2022

Fala, mulher - Dia Internacional das Mulheres

Essa data anual [1] sempre suscita demanda por ações específicas junto à população. 

Infelizmente, na Saúde, ainda nos prendemos em abordar doenças ou problemas mais comuns que acometem as meninas e mulheres adultas ou idosas.

Neste ano, a encomenda foi por uma ação junto às mulheres que estariam em uma das Unidades de Saúde da Família em que presto apoio, em uma sexta-feira. Seria um dia dedicado a atividades voltadas para este público, individuais e coletivas.

Pensei em uma roda de conversa, sempre como alternativa para fugir das tais "palestras", sobre as quais tenho minhas reservas.

Para batizar a atividade, "Fala, mulher - diálogos entre mulheres do Valongo" foi o que me veio à mente, após um período de matutação (feito de matutar) [2]. A ideia era colocar as usuárias na centralidade da ação, já que é comum que a profissional de saúde "detenha" a palavra.

De início, pensei em sondar as mulheres que estariam circulando na unidade nos dias que antecederam a atividade sobre o quê elas gostariam de falar.

Contando com o apoio da equipe, um quadro foi montado por uma Agente Comunitária de Saúde na entrada da unidade, para que elas escrevessem suas sugestões.


A equipe da unidade se empenhou na divulgação das atividades do dia, via redes sociais e aplicativos de mensagens.



Pouco antes, fui coletar as sugestões colocadas no quadro. E, mais uma vez, o tema da violência doméstica foi o mais mencionado. Deste modo, organizei a ação nesta temática.

Chegou o dia...

Preparamos a sala com antecedência. Pensando que as poesias de Ryane Leão [3] seriam bons disparadores para esse encontro. Lendo o livro "Tudo nela brilha e queima" [4], selecionei poesias que poderiam remeter a situações de violência doméstica e/ou relações abusivas.



 

Tudo pronto! E a roda de conversa com as usuárias não decolou.

Após participarem de uma atividade longa, as usuárias dispersaram. Algumas precisavam ir embora mesmo, por conta de afazeres domésticos ou rotina de trabalho. Outras tinham também consultas individuais agendadas na unidade.

Não foi exatamente uma surpresa. E já havia me preparado para esse plot twist imprevisto. 😲

Havia separado vídeos para aquecer o diálogo. Alguns deles, pensando na população que atendemos naquele território. Outros, na equipe que ali trabalha.

E daí alterei o script minutos antes da ação. E se formou uma roda de conversa com trabalhadoras e trabalhadores, no tema da violência doméstica, mas em outra perspectiva.

Reuniram-se cerca de 14 pessoas na sala, de diferentes profissões. Contudo, vale destacar que a maioria eram Agentes Comunitários de Saúde.

O encontro começou pela exibição do vídeo A mudança do lugar da mulher na sociedade [5], com a Professora Belinda Mandelbaum [6], da Casa do Saber. O vídeo é curto (8 minutos), leve, com linguagem acessível e se mostrou um ótimo disparador para a conversa.

Nem passei o vídeo até o final porque ele abre muitas possibilidades / ideias. Em resumo, 1 hora de atividade foi pouco para o diálogo. O tema se desdobrou em muitas discussões sobre violência, emancipação, gênero, cultura e muito mais.

 

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[1] leia mais sobre a data aqui

[2] do verbo matutar - veja no dicionário

[3] para (começar a) conhecer um pouco de Ryane Leão 

[4] para comprar o livro (uma sugestão) 

[5] assista A mudança do lugar da mulher na sociedade

[6] saiba mais sobre a Professora Belinda Mandelbaum

 

 



quinta-feira, 31 de março de 2022

Mais uma ferramenta de planejamento: 5W3H

Este post complementa dois anteriores, sobre Matriz SWOT e Matriz GUT, que tratam de ferramentas para o Planejamento Estratégico Situacional na saúde.

A 5W3H é uma ferramenta de planejamento estratégico e gestão, relativamente simples de utilizar, inventada no contexto da indústria automobilística do Japão. Bastante popular nos meios empresariais, sua utilização vem se popularizando na área da saúde.

Com essa ferramenta, é possível implementar um plano de ação de modo organizado, mapeando e detalhando ações, atribuindo responsabilidades, delineando métodos de execução, prazos e recursos necessários.

O nome da ferramenta é uma alusão às iniciais das palavras, no idioma inglês, que compõem as questões a serem respondidas no plano de ação:

WHAT?  ✔ O que será feito?

WHY?  ✔ Por que deve ser feito?

WHEN Quando será feito (tempo)?

WHO Quem irá realizar as tarefas?

WHERE Onde será realizada a execução das ações planejadas?

HOWComo será realizado?

HOW MUCH Quanto custa cada etapa?

HOW MEASUREComo avaliar?

 


A ferramenta 5W3H é a variação mais moderna da 5W1H, tendo sido precedida pela 5W2H. Na verdade, essas variações representam acréscimos de questões, sendo que “how much” e “how measure” surgiram depois. 

 

 Este é um modelo de planilha para a montagem da ferramenta no papel:


 

A seguir, indico alguns exemplos do uso da ferramenta no contexto da saúde pública para leitura:

Planejamento estratégico na Atenção Primária em Saúde 

Proposta de intervenção em um serviço de atendimento especializado em HIV/Aids em Recife-PE com pacientes com má adesão à terapia antirretroviral 

Segurança do paciente em uma unidade de pronto atendimento: planejamento de ações estratégicas


Cai o muro do cemitério

Ou Crônica de uma segunda-feira chuvosa   Segunda-feira cinzenta e chuvosa. Umidade. Fazia um pouco de frio. No WhatsApp, estava l...