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quinta-feira, 8 de abril de 2021

Yume / Dreams / Sonhos / Los Sueños / Rêves, Akira Kurosawa

Falar, ler e escrever sobre experiência é sempre uma boa saída para atividades coletivas. A experiência, ainda que sempre singular para um mesmo sujeito, guarda em si elementos de aproximação e identificação.

Neste post, trago uma ideia de "ver" a experiência. Uma produção visual que representa uma experiência, mas também nos perde envolve nela.

Portanto, dedico esse post ao filme SONHOS, de 1990, dirigido por Akira Kurosawa (1910-1998). Quase duas horas de obra de arte hipnotizante.

Filme com textura... já viram isso?!?

Composto por oito curtas-metragens (ou contos ou sonhos), aqui é o quinto conto, chamado CORVOS, que nos interessa. 

Neste trecho, o cineasta e diretor Martin Scorsese personifica o artista Vincent Van Gogh. Um estudante de Artes (alterego de Kurosawa), ao visitar um museu e olhar as obras de Van Gogh, é por elas "absorvido", passando a experimentar e vivenciar as obras, paisagens e cenários.

A exposição (às obras de arte) conduz à experiência. É o que gostaria de destacar.

 

O processo ou o produto dele importa mais?

É possível se beneficiar e crescer com o processo do outro?

A experiência alheia pode ser reproduzida? Aproveitada? Usufruída?

Se perder é se achar?

 

Neste caso, explicar demais o conto pode ser prejudicial para a experiência!

Mas precisei deixar aqui registrado do que se trata esse conto...

Este trecho pode ser trabalhado de modo isolado do conteúdo total da produção. Está disponível na internet, via YouTube, sendo bem acessível.


🔍Vale a pena ler:

https://www.planocritico.com/critica-sonhos-1990/

https://lume.ufrgs.br/handle/10183/88701 

http://www.ufscar.br/~cinemais/artakira.html

domingo, 1 de novembro de 2020

Troche, Gervasio Troche

!TROCHE!

 O artista que me abriu caminhos para a construção dos slides na defesa de Mestrado... Devo isso a ele.

Incrível como ele parece ter resposta para tudo nessa vida.

O artista Gervasio Troche nasceu em 28 de novembro de 1976, em Avellaneda (Argentina), mas possui nacionalidade uruguaia. Sua infância se passou na Argentina, México e França. Estudou na Escola Nacional de Belas Artes de Montevidéu.

Ele esteve no Brasil em mais de uma ocasião. Participou de atividades no SESC, em palestra e e ministrando um curso. No SESC Ipiranga, pintou um mural de 27 metros de comprimento e 3,15 metros de altura, com a obra Tecendo o Universo, publicada pela primeira vez em 2009. Saiba mais sobre o processo clicando aqui

Sua obra é extremamente cativante pela simplicidade, elegância e profundidade. Tudo em preto e branco.

É como se qualquer coisa que você queira expressar, ele já tivesse produzido uma imagem que representa perfeitamente aquilo.

Processos, sentimentos, intenções, ideações, desejos, provocações... Pistas!

Seguem três imagens de Troche que utilizei, representando um longo processo, muito pessoal e especial, de (des)aprendizagem:


 

Na minha Caleidoscópio: Caixa de Ativação, incorporei uma de suas figuras, fazendo um pequeno quadrinho de papel verge colado à papel cartão, para circular, provocar e coletar impressões espontâneas. Ficou assim:



Algumas ideias evocadas pela obra foram: uma viagem para dentro de si, olhar para dentro de si, mergulho interior, autoconhecimento. Foi um ótimo disparador para dialogar sobre formação / des-formação no contexto da Educação em Saúde.

Apesar de muito de sua obra estar disponível na internet, não resisti e comprei dois de seus livros na Festa do Livro da USP de 2019:


Explore mais sobre a vida e a obra de Troche em um clique:

Blog do Troche <3 

Compre os livros de Troche aqui 

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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Um tema difícil! Parte I

Primeiro post no formato "trilogia" 😊

Violência doméstica... 
Taí um tema difícil (mas extremamente necessário) de abordar!

Há tempos atrás, recebi uma encomenda para abordar o tema com uma equipe de Estratégia de Saúde da Família.
Aliás, não imagino equipe que acompanhe mais de perto esses casos do que aquelas que compõem a Saúde da Família.
Cada episódio de violência, assim que vaza pelas paredes da casa, se torna conhecido da comunidade e, em consequência, da Unidade de Saúde do território.

Precisamos falar sobre isso!

Não apenas com a população, mas também com as equipes, com os profissionais que cuidam.

Para atender a essa encomenda, fiquei matutando... Por onde começar?
A literatura é vasta. As possibilidades são infinitas. Mas era necessário definir um caminho.

Pensei na "feminização" que a área da Saúde vive.
Pensei nas mulheres que trabalham comigo.
Pensei nas mulheres que atendo.
Pensei em nós todas, enfim...

E decidi que o primeiro encontro seria sobre MULHERES. Simples assim!
Só não sabia como... 

Algo lúdico, dinâmico, agitado, leve... Um jogo! Um jogo de adivinhação.

Pesquisei sobre as conquistas das mulheres ao longo da história (relativamente) recente. Organizei uma linha do tempo, com a descrição da conquista e o ano. Transformei em pequenas filipetas. Ficou assim:







A atividade consistiu em distribuir as filipetas amarelas, com as conquistas, entre todos os participantes. Um participante por vez lia a conquista em voz alta, colocava na mesa e o grupo tentava adivinhar o ano em que ela ocorreu. 
Eu não deixei as filipetas rosas, com o ano, à mostra. Eles tinham que adivinhar sem pista nenhuma!


Para tornar a atividade mais interessante, incluí fotos de algumas das mulheres citadas nas filipetas amarelas:


 Essas imagens circulavam no grupo, na medida em que as mulheres eram citadas.


Toda a atividade rendeu muita conversa e risadas, para além dos fatos que apresentei.
Os participantes dialogaram bastante, fazendo muitas considerações sobre os fatos. 
Colocar em perspectiva algumas conquistas das mulheres, como por exemplo, o direito de fazer faculdade, de ter conta em banco sem precisar da permissão do pai ou marido, disparou inúmeras reflexões sobre a posição da mulher na sociedade. 

Alguns fatos causaram muito espanto, de tão recentes na linha do tempo. E essa era a intenção. 

Essa foi a forma como decidi iniciar o tema. Colocando a MULHER na centro da conversa. 

...

Para saber mais sobre o fenômeno da "feminização" da área da Saúde, seguem indicações de artigos para leitura, caso queiram se aprofundar no assunto.

A feminização da medicina do Brasil
http://www.scielo.br/pdf/bioet/v21n2/a10v21n2.pdf

A força de trabalho do setor de saúde no Brasil: focalizando a feminização
http://www.ensp.fiocruz.br/observarh/arquivos/A%20Forca%20de%20Trabalho%20do%20Setor%20de%20Saude%20no%20Brasil%20.pdf 

Profissões e ocupações de saúde e o processo de feminização: tendências e implicações
https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/118035/000894801.pdf?sequence=1

 

Cai o muro do cemitério

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