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sábado, 26 de novembro de 2022

Uma experiência entre mulheres...

 

MARIAS.

Vale conferir este POST AQUI...

 




 

Uma roda entre mulheres e para mulheres, que seria sobre violência doméstica, inicialmente.

Mas se tornou um momento de compartilhamento entre mulheres diversas, umas dividindo, outras apenas ouvindo.

Circulação da palavra.

Mediação se mostrou uma palavra-chave aqui. Temperar as participações de todas.

Mulheres sentadas no chão, em pufes ou em tapetes de EVA. Pernas cruzadas ou esticadas. Mulheres juntas no chão.

Muitos relatos e muitas intersecções. Estranhamentos e identificações. Distanciamentos e aproximações.

Relatos que revelam intimidades. Pequenas (?) e casuais violências diárias, escondidas sob fachadas de relacionamentos saudáveis e normatizados. Famílias constituídas e assentadas no casamento de arranjo tradicional. Publicização, via mídias sociais, de felicidades quase inexistentes, talvez inventadas ou esperançadas.

Relatos de mulheres fortes. Radicalizando o discurso e o percurso.

O esforço da mulher de se realizar sem depender de uma figura masculina.

Exemplos.

Um pequeno rosto acompanha o momento todo. Como será que ela absorve todo este diálogo? Estará ela mais protegida e fortalecida em seu futuro?

Essa é uma discussão provocada pelo grupo. O que fazemos pelas crianças de hoje, diante de toda a problematização exposta neste momento? Seremos capazes de alterar esse futuro?

É lembrado que geramos / criamos / educamos / amamos meninas e meninos (se nos ativermos ao cenário binário vigente). Então, as mulheres ali reunidas conseguem vislumbrar, ainda que fugazmente, uma esperança para um futuro diferente, talvez.

Do alto do chão.

 

*****

 

Para abordar o Ciclo de Violência , utilizamos esse vídeo curto, de pouco mais de 3 minutos, e bastante didático.

 

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Um tema difícil! Parte III

E chegamos ao último post da trilogia...

Para dar um fechamento a essa proposta, pensei em trazer a discussão para o cotidiano.

Porque o trabalho em saúde, ainda mais no território, se passa em cenários nem sempre dos mais favoráveis.

E precisamos sempre lembrar que trabalhamos em rede. Ainda que esta tenha que incessantemente costurada, remendada, reformada, ajustada. 

Por vezes, isso precisa ser discutido com as equipes. Porque os serviços de território tendem a absorver não apenas o impacto inicial de situações, mas também se sentem os únicos responsáveis pela resolução do caso.  

Então o terceiro encontro foi pautado na apresentação e discussão da rede que o município estruturou para o cuidado com a mulher vítima de violência doméstica.

Para tanto, utilizei esta cartilha produzida pela prefeitura, que reúne orientações diversas sobre o tema, muito úteis e em linguagem acessível, além de conter informações sobre os locais para buscar ajuda / atendimento.



Falamos sobre os serviços da rede, discutindo os modos de acesso possíveis, sempre pensando que cada mulher e cada situação é única, por isso os caminhos são diversos.


Também abordamos os limites da lei, dos serviços, dos protocolos e dos próprios trabalhadores.

E, não menos importante, refletimos sobre o tempo de cada mulher... E modos de sustentar o acolhimento na adversidade.

Para finalizar essa série de posts, deixo alguns links para apoiar as discussões.

O município de Santos conta com um Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres (COMMULHER).

https://www.santos.sp.gov.br/?q=institucional/commulher-conselho-municipal-dos-direitos-da-mulher 

É possível acessar uma versão da cartilha, do município de Santos, no link abaixo. Ainda que endereços e telefones possam estar desatualizados, há um material importante que pode ser trabalhado com equipes e população também.

https://www.santos.sp.gov.br/static/files_www/conselhos/COMMULHER/2016-03-15_cartilha_violncia_domstica.pdf

Há uma plataforma chamada Mapa do Acolhimento, criada em 2016. Por meio dela, se conectam mulheres vítimas de violência e terapeutas e advogados ofertando serviços voluntariamente. 

https://www.mapadoacolhimento.org/ 
 

 

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Um tema difícil! Parte II

No segundo encontro, me desafiei a mergulhar no tema da violência doméstica.
Realizei inúmeras leituras e o leque de possibilidades não parava de aumentar.
Mas todos os caminhos levavam a refletir sobre a Lei Maria da Penha

Pronunciamos muito esse nome. Maria da Penha
Parece que todos sabem de quem se trata: "aquela mulher que ficou numa cadeira de rodas depois que o marido a agrediu".

Será tão simples assim?

Será que uma mulher, cujo nome batizou uma lei federal, pode ser reduzida a essa descrição? 

Fui ler sobre Maria da Penha. 
A Maria da Penha de ANTES do fato que lhe mudou a vida. 

Depois de ler muitos fatos de sua vida, comecei a achar que a biografia dela seria um importante tema de discussão.

Produzi um resumo, coletando informações de diversas fontes da internet. A impressão foi dividida em quatro trechos, considerando em fases de sua trajetória, para facilitar o compartilhamento e a leitura durante a atividade.


Mais uma vez, a leitura coube aos participantes da atividade, que iam falando sobre suas impressões, abrindo diálogos e reflexões a cada trecho.

Em seguida, foi discutido o modelo do Ciclo da Violência, também de forma visual, com a leitura em voz alta pelos participantes.






Mais informações podem ser encontradas aqui:
http://www.institutomariadapenha.org.br/violencia-domestica/ciclo-da-violencia.html
https://www.relogiosdaviolencia.com.br/ciclo-da-violencia

E aqui há uma reportagem bem explicativa sobre o Ciclo da Violência:
https://agenciapatriciagalvao.org.br/destaques/o-que-e-como-enfrentar-e-como-sair-do-ciclo-da-violencia/

Nesta parte da atividade, os presentes foram mencionando casos em que conseguiam identificar os ciclos. A partir daí, foi possível ressignificar essas situações vivenciadas pelas mulheres.
 
Em seguida, a Lei Maria da Penha foi trazida para discussão. Pela natureza da atividade, mais reflexiva, e considerando o contexto da mesma - a Saúde da Família - a ideia não era discutir todos os itens da lei. 

Enfoquei a tipificação das violências previstas na lei, de modo a ampliar e aprofundar o olhar para as muitas violências contra mulher com as quais nos deparamos no cotidiano. 

Os participantes foram lendo sobre cada um dos tipos de violências com exemplos, que circularam nestas filipetas:


Esta parte da atividade foi bem potente, pois os presentes foram pensando em casos, em relatos, em fatos que presenciaram ou vivenciaram.

Trazer a lei para discussão implica também em falar e refletir sobre os entraves na sua execução e na garantia dos direitos da mulheres em situação de violência doméstica. 

E essa problematização foi o mote para a terceira e última parte desta proposta...

Para saber mais sobre a mulher Maria da Penha:
http://www.institutomariadapenha.org.br/ 

Aqui se encontra a Lei Maria da Penha em inteiro teor:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11340.htm

Deixo ainda a indicação desta cartilha do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul que é muito bacana e informativa:
https://www.mpms.mp.br/downloads/cartilha_148x210_web.pdf 

Cai o muro do cemitério

Ou Crônica de uma segunda-feira chuvosa   Segunda-feira cinzenta e chuvosa. Umidade. Fazia um pouco de frio. No WhatsApp, estava l...